segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Os Três Bandidos


Em mês de Carnaval, deixamos a sugestão de "vestir a capa de bandido" e partir à descoberta deste tesouro...

Esta é uma proposta "extra" da Professora / Mãe / Leitora Ana Margarida Luciano, a quem agradecemos a colaboração.

OS TRÊS BANDIDOS

     Os protagonistas desta história são três bandidos.
                Serão eles três vilões? Ou três heróis?
                Os três bandidos assaltavam carruagens. Um tinha uma pistola, outro tinha um fole cheio de pimenta e o último um enorme machado vermelho.
                E então: heróis ou vilões?
                Mais umas pistas:
                Os três bandidos andavam sempre escondidos por baixo de longas capas pretas e de altos chapéus pretos.
                Assustadores, não?
                E ainda há mais:
                «Sempre que apareciam, as mulheres desmaiavam, os cães metiam a cauda entre as pernas e até os homens mais valentes fugiam.»

                Não te restam dúvidas, são terríveis vilões, estes três bandidos. Aliás, nem era preciso tanto, bastava ler o título e consultar um dicionário:

ban·di·do (substantivo masculino) 1. Pessoa que vive de roubos ou outras atividades ilícitas. = BANDOLEIRO, SALTEADOR 2. Pessoa que é pouco honesta ou tem mau carácter. = PATIFE. (AQUI

                Mas… parece que não é bem assim. É que os três bandidos, no fundo, tinham corações de manteiga, que derreteram completamente quando conheceram Úrsula, uma menina órfã que encontraram sozinha dentro de uma carruagem que tencionavam assaltar.
                A partir dessa noite muito escura, a vida dos três bandidos transformou-se…

                Consegues imaginar como usaram o enorme tesouro que escondiam numa casa, na parte mais alta da montanha?
Este livro de Tomi Ungerer (autor e ilustrador) foi editado pela Kalandraka e é aconselhado pelo Plano Nacional de Leitura para crianças do 2.º ano de escolaridade (leitura autónoma e/ou leitura com apoio do professor ou dos pais).

Ana Margarida Luciano


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A Casa da Mosca Fosca


Retomamos, tal como havia sido prometido, uma rubrica que tem a assinatura da professora Ana Margarida Luciano, que é também uma Mãe / Família Leitora.

Ao longo do ano, iremos revisitar as obras que deram corpo às duas edições do projeto Lê para mim, que depois eu conto...

Como a Mosca Fosca esteve connosco a comemorar o 10º aniversário do projeto, pela voz da Marília, mãe Leitora, que criou novas aventuras para as personagens desta obra, é por aqui que começamos.


Um dos momentos do aniversário 10 anos aLER+ em Família:
"A Sopa do Urso Lambeiro" - continuação das Aventuras da Mosca Fosca.


A Casa da Mosca Fosca 


Autores: Eva Mejuto e Sergio Mora
Editora: Kalandraka

                Eva Mejuto adaptou um conto popular russo e deu-nos a conhecer a Mosca Fosca, que vivia num bosque distante e, «farta de zunir, de dar voltas sem parar/decidiu fazer uma casa para morar». Para morar e não só! Também para receber amigos, para os quais prepararia doces na cozinha.
                Se bem decidiu, melhor o fez. No dia da inauguração do novo lar da Mosca Fosca, um belo cheiro a bolo de amora «espalhou-se pelo bosque afora».
                Um por um, foram chegando os visitantes. O primeiro foi o Escaravelho Carquelho, «aquele que tem o nariz vermelho», o segundo foi o Morcego Ralego, «o que gosta da noite e do sossego», o terceiro… Bem, a certa altura já eram sete (contando com a anfitriã) os convivas reunidos para merendar. Quem não gostou muito de se sentir excluído foi o Urso Lambeiro, «o mais guloso do mundo inteiro»
                Consegues imaginar o que se segue? Sim? Então já sabes como acaba o conto:
 «… com uma dentada e pronto!»


Este é um livro indicado pelo Plano Nacional de Leitura para alunos do 2.º ano (leitura autónoma). As ilustrações de Sergio Mora, que enchem a página e enchem o olho, recriam os divertidos animais protagonistas. Trata-se de uma narrativa acumulativa, rimada, ritmada, que se aproxima das formas da literatura oral. Por isso agrada tanto aos mais pequenos (e não só).

                                                                                                Ana Margarida Luciano


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Em modo aniversário (7): 10 anos a Ler+ em Família

Porque acreditamos que a Leitura nos torna, de facto, mais Felizes, e que Família é o Mediador por excelência, quisemos, com este gesto simbólico, manifestar o nosso interesse em continuar esta missão de Promoção da leitura em Família.


Placa descerrada: Compromisso renovado!



                   "Leitura em Família: A Linguagem dos Afetos"
                          (bem poderia ser a legenda do Logotipo) 
                                    

A Carolina Neves, vencedora do passatempo, vê reconhecido o seu empenho junto do diretor de turma, o Professor Paulo Gonçalves, e da Professora de EV, Teresa Roby, dinamizadora do Passatempo.


Boas Leituras!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Em modo aniversário (6): Revisitando a Carochinha


A prova evidente de que o Conto Popular não perde atualidade, é esta reescrita da autoria dos pais Lê para mim..., de Rebordões Souto, que, apesar de já contar com quase 10 anos, continua atual e fez as delícias do nosso público no passado dia 17 de janeiro.
A Gracinda e a Lúcia, felizes com este "regresso" à primeira infância dos seus filhos.

Porque há momentos que queremos manter para sempre na memória, aqui fica o original de 2008, apresentado pela primeira vez, no 
I Encontro Interconcelhio 
Lê para mim, que depois eu conto...

A Carochinha

Para os nossos filhos: Tatiana, Francisca, Liliana, Beatriz e Tiago
As Mães: Gracinda Malheiro, Lúcia Pinto, Paula Rodrigues, Cristina Sousa e Celeste Calheiros
Maio 2008

Andava a Carochinha, de MP3 no ouvido a
escutar o seu
Hip-Hop favorito,
enquanto aspirava a sua casa.

Quando de repente o telemóvel tocou
E ela de alegria saltou alguém do outro lado
lhe disse
que a lotaria ganhou.

Logo correu a comprar um computador e
pôs um anúncio na internet:
-“Carochinha, bonita e jeitosinha aceita
Marido para casar!”
Não tardou a aparecer o primeiro
pretendente.
Marcaram encontro no Shopping
para se conhecerem melhor.
Chega a Carochinha no seu skate quando vê
um Cão, de dentes cerrados, boca
entreaberta e a rosnar.
- Porque estás assim Cão ?- perguntou.
- Estou nervoso de tanto esperar, respondeu.
Nervoso! Tens a doença da raiva? - Para mim já não serves para casar.

Voltou a pôr o anúncio na internet e novo pretendente combinou encontrar.
Lá vai a Carochinha no seu skate muito apressada, para ao encontro não chegar atrasada.
Minutos depois chegou o Galo, de chapéu na cabeça, capote peludo, meias de lã e nariz todo pingão.
- O que te aconteceu ó Galo para vires com esses trajes tão abafados?
-Foi uma pequena gripe que apanhei quando ao estrangeiro viajei.
- Tens a doença da gripe das aves, disse ela. Pois para mim já não serves para casar, outro noivo terei que encontrar.
De novo recorreu às novas tecnologias e no
dia seguinte, bem cedo, lá deu à perna outra vez.
Desta vez era um Boi que saltava, mugia,
soprava e a cabeça baloiçava.

-Porque estás tão inquieto, Boi ?
-Não consigo parar porque estou louco para te amar.
-Louco? Tens a doença das vacas loucas! Para
mim não serves para casar, e de procurar
marido estou a desanimar.
Voltou a Carochinha, no seu skate, muito
triste para casa, afinal procurar marido pela
net não estava a resultar.

Mas mais uma vez tentou, e um novo mail a
animou.
-“Sou o Ratatui: bonito, elegante, trabalhador.
Tenho um curriculum de causar inveja. Serei
o marido que a Carochinha deseja.”
Carochinha ficou a pensar, um marido tão
famoso todos vão cobiçar, por isso o
casamento é melhor marcar.

O dia tão esperado chegou e a Carochinha lá
se casou. Jornalistas e fotógrafos vieram de
todo o lado, saiu nas revistas …

Foi um casamento muito falado!

Os dois pombinhos foram para Paris e o seu
restaurante, Ratatui lhe foi apresentar.
Como esposo dedicado a comida foi preparar, para ser mais rápido, no microondas a pôs a descongelar e lá para dentro foi junto, para a comida poder provar.
Carochinha já estava a desconfiar.
- O maroto fugiu, para não fazer o jantar!
Foi então que começou a procurar, encontrando-o minutos depois no microondas a esturricar:
-Ó que desgraça que aconteceu!! O meu marido assado morreu.
Todos vieram ver o que por este casal podiam fazer.
Inspectores, bombeiros, degustadores e cozinheiros, para estudar o caso veio um cientista e para animar o velório veio um baterista.
Também o gato os seus serviços quis prestar
abriu o microondas e de lá o rato fez saltar.
Toda a gente ficou espantada
com tudo o que aconteceu
o electrodoméstico estava
avariado e o Ratatui não morreu.
Carochinha e Ratatui não cabiam em si de
tanta alegria, pelos amigos e conhecidos
repartiram a lotaria.
Às crianças, brinquedos e goluseimas
quiseram oferecer
e de skate foram ambos o mundo percorrer .


Prontos para acompanhar esta viagem?




domingo, 29 de janeiro de 2017

Em modo aniversário (5): os filhos do Lê para mim...



Parte integrante do programa do dia do 10º Aniversário do Lê para mim, que depois eu conto... foi a apresentação de sugestões de leitura pelos 
"Filhos do Projeto".




A Tatiana e a Beatriz, duas das primeiras beneficiárias do projeto, em janeiro de 2007, volvidos 10 anos, e já a frequentar o ensino secundário, vieram dar o seu testemunho leitor, aos seus colegas de 7º ano. 
Estas alunas  partilharam recordações do seu tempo de pré-leitoras, onde o papel dos pais foi por elas reforçado, e apresentaram uma escolha intemporal:  
O Principezinho.



O Principezinho fez parte do plano de atividades do Clube de Famílias Leitoras 2008/2009“Leitura, Literatura e Vida” - e deu lugar a interessantes reflexões e até a uma exposição que teve lugar no II Encontro Interconcelhio

A escolha desta obra, pelas filhas do projeto, prendeu-se com a sua intemporalidade, e com a descoberta de novas mensagens a cada nova leitura:
"Li o livro com os meus pais quando fizeram parte do Clube de Famílias Leitoras, fiz trabalhos para a exposição, vi o filme, e voltamos a ele, recentemente, nas aulas de Filosofia. E não me canso." (testemunho daTatiana).

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Em modo aniversário (4): Calendário de Histórias


Em jeito de presente de aniversário, mas também em jeito de DESAFIO, deixamos este Calendário de Histórias.

Especialmente concebido para assinalar esta década de leitura em família, pelo professor Paulo Renato Castro, reúne uma seleção de obras que deram corpo aos principais projetos desenvolvidos neste âmbito.



Se uma página por dia, nem sabe o bem que lhe fazia...
 Um livro por mês, nem dás conta que o lês!! 

Boas Leituras!


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Em modo Aniversário (3): Exposição de Trabalhos


Até ao final de janeiro, poderemos reviver alguns dos principais momentos do Lê para mim, que depois eu conto..., e recordar um pouco do percurso dos Clubes de Famílias Leitoras, através da Exposição de obras e trabalhos desenvolvidos pelas Famílias participantes destes projetos.
A Exposição pode ser visitada até ao final do mês de janeiro, na Biblioteca da EB 23 António Feijó.

Um projeto pautado pelos afetos de onde espreita cor e alegria.

As boas vindas são dadas por "três feras" e uma simpática velhinha que se prepara para a boda da sua neta...

Quem não se recorda da Árvore Generosa?
"Um velho toco é exatamente aquilo de que eu preciso, disse o menino.
E a árvore ficou feliz" (Silverstein, 1964).

E dos nossos amigos vizinhos Sr. Pato e Sr. Coelho? Que nem sonhavam o que andavam a perder...
Aqui podemos vê-los "juntinhos".

E claro, no universo dos mundos possíveis que é a Literatura, convém não esquecer  que até um Skate é um bom meio de transporte para viajar pelas  histórias... construindo outras histórias.
Que o diga esta "Carochinha" dos tempos modernos que acabou por escolher para marido... o Ratatouille!!